Café Quilombola aproxima visitantes da cultura e da gastronomia ancestral no norte do ES

Conduzida pelas Mulheres de Fibra no Quilombo de Santana, vivência valorizou saberes locais durante encontro com participantes de dez estados brasileiros

Receber alguém para tomar café é uma das expressões mais tradicionais de hospitalidade do capixaba. No Quilombo de Santana, localizado em Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo, esse gesto ganha um profundo significado cultural por meio do Café Quilombola, experiência gastronômica e turística conduzida pelo coletivo Mulheres de Fibra.

Quem experimentou de perto essa imersão foi a comitiva do Grupo Mulheres do Brasil no Espírito Santo, liderada por Dinair Júnior, que reuniu participantes em torno de um objetivo comum: viajar e conhecer as potencialidades turísticas do país. Durante a passagem por Conceição da Barra, a vivência serviu como um case de sucesso de acolhimento cultural, encantando mulheres capixabas e de diversos outros estados como Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.

A vivência ocorreu na Casa Amarela, sede do Ponto de Cultura Casa das Mulheres de Fibra, e consolidou-se como o ponto alto da programação do 2º Encontro de Mulheres do Brasil no Espírito Santo. O evento reuniu participantes de dez estados para vivenciar na prática o turismo de base comunitária e valorizar o patrimônio cultural capixaba.

A passagem pelo Quilombo de Santana fez parte de um roteiro mais amplo promovido pelo Encontro de Mulheres do Brasil, que incluiu visitas a outros atrativos de Conceição da Barra e da Vila de Itaúnas.

Outros convidados também participaram do evento como a vereadora Ramony Repeker Daher, que destacou a importância de receber esse grupo de mulheres no município. Afirmou, ainda que a Casa Amarela representa ancestralidade, empreendedorismo, memória e, acima de tudo, a força das mulheres barrenses. “Como vereadora, quero continuar trabalhando para que essa riqueza seja valorizada e conhecida cada vez mais, disse.

O evento também contou com a apresentação de música de quilombo e de capoeira.

Gastronomia, memória e saberes ancestrais

Mais do que uma simples degustação, o Café Quilombola transforma as práticas cotidianas da comunidade em um espaço imersivo de acolhimento e aprendizado. Ao redor de uma mesa farta, os visitantes encontram sabores típicos e ingredientes ancestrais, como beiju e pamonhas tradicionais, bolos e frutas da estação, bebidas típicas da região.

Durante a refeição, os participantes conversam com as anfitriãs sobre a origem dos ingredientes, os modos de preparo artesanais e as memórias afetivas que preservam a identidade quilombola no território.

Com duração aproximada de uma hora, a atividade é conduzida pela coordenadora do coletivo Mulheres de Fibra, Jurema Gonçalves, e pela reconhecida mestra da culinária quilombola, Maria da Penha Marques. A iniciativa integra as ações de turismo gastronômico e cultural lideradas pelo grupo, cujo objetivo é fortalecer a economia local, valorizar a história dos moradores e proporcionar um intercâmbio cultural autêntico aos visitantes.

A vivência pode ser realizada de forma independente ou como abertura para uma imersão cultural mais ampla nas atividades desenvolvidas na Casa Amarela.

SERVIÇO

CAFÉ QUILOMBOLA

  • O que é: Vivência gastronômica e cultural de turismo de base comunitária (café e lanche tradicional com bate-papo).
  • Onde: Casa Amarela (Sede do Ponto de Cultura Casa das Mulheres de Fibra) – Quilombo de Santana, Conceição da Barra/ES.
  • Realização: Coletivo Mulheres de Fibra
  • Duração: Aproximadamente uma hora.
  • Investimento: R$ 55,00 por pessoa.
  • Formato: Atividade para grupos, turmas ou vivência sob agendamento prévio.

Mais informações
Ilda Castro
Mile4 Comunicação

27 999721274

FOTO: Divulgação


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