Athletico e Coritiba voltam sob desconfiança após humilhação no Estadual
Encerrados os campeonatos estaduais, que teoricamente deveriam funcionar com uma espécie de pré-temporada no tresloucado calendário da Fifa e das confederações nacionais para este ano de Copa do Mundo extravagante, a ser disputada em três países, volta o Campeonato Brasileiro, já que a Copa do Brasil não parou nas primeiras fases.
Cumprindo campanhas medíocres no Campeonato Paranaense, onde foram eliminados, de forma humilhante e inaceitável dentro de seus próprios estádios, diante dos incrédulos olhares dos seus fiéis torcedores, Athletico e Coritiba serão muito cobrados daqui para frente.
Tudo porque representam os maiores orçamentos do futebol estadual, são os únicos representantes da Série A e foram devidamente abatidos por Operário e Londrina que decidiram o título, com vitória do Fantasma nos pênaltis e o Tubarão se constituindo no primeiro vice-campeão invicto do nosso futebol.
Sob o signo da desconfiança a dupla Atletiba retorna as atividades nesta semana com desafios de alto calibre, pois jogarão fora: o Coritiba com o Corinthians e o Athletico com o Fluminense.
Mesmo com os adversários também combalidos – o Corinthians foi eliminado no Paulista e o Fluminense perdeu o título para o Flamengo, nas penalidades máximas, após um Fla-Flu tecnicamente horroroso no Maracanã. Sinal de que o futebol brasileiro continua muito atrás da maioria dos favoritos para o título na próxima Copa do Mundo.
Tornou-se difícil promover qualquer tipo de avaliação para os nossos times, pois eles se entregaram, mansamente, dentro de casa em seus últimos compromissos. O Coxa, aliás, tem deixado sua torcida apreensiva com a frequência que sofre derrotas ou simples empates dentro do Alto da Gloria.
O novo treinador, Fernando Seabra, apresenta as suas explicações, mostra as suas opções e promete recuperar a equipe na sequência da temporada. O torcedor, entretanto, que não aceitava o sistema de jogo defensivo adotado pelo técnico Mozart, apesar do sucesso da classificação e do título na Série B, está intrigado com o esquema híbrido de Fernando Seabra.
O Furacão tem desperdiçado penalidades máximas, o seu principal atacante – o colombiano Viveros – mostra-se dispersivo e inconstante, tanto quanto o compatriota Mendoza, o meio de campo não marca a contento e não cria jogadas ofensivas necessárias e as últimas derrotas na Arena da Baixada, para Corinthians e Londrina, colocaram o técnico Odair Hellmann na berlinda.
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