Após votação do 1º turno, PSD declara apoio a Pazolini: “Escutando as urnas”


O PSD declarou apoio ao ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) na corrida do Palácio Anchieta. O partido – comandado no Estado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos – fechou aliança com o candidato na manhã desta terça-feira (06).

Renzo se reuniu com Pazolini em Vitória, no comitê do candidato, e os dois posaram para uma foto, que foi divulgada para a imprensa. Segundo o prefeito, o apoio já tinha sido antecipado por telefone e é partidário e pessoal.

“Desde o primeiro turno, acho que todo mundo sabia, havia uma declaração partidária. Mas eu tinha um compromisso com o Sergio Meneguelli que, pela conjuntura, não deu para ficar no primeiro turno com Pazolini”, disse Renzo.

Na pré-campanha, o PSD fazia parte do mesmo grupo de Pazolini e tinha o convite para indicar a vice – que seria a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos – na chapa. Porém, para isso, teria de abrir mão da candidatura de Meneguelli ao Senado.

Como Renzo e o PSD estadual e nacional já tinham prometido legenda ao deputado para disputar, o partido então deixou a coligação e caminhou sozinho nas eleições. Renzo declarou neutralidade na disputa ao governo no primeiro turno e ficou de definir posição no segundo turno.

O dirigente partidário afirmou que seguiu orientações do PSD Nacional e também ouviu as urnas. Pazolini passou para o segundo turno na frente, com 49,65% dos votos, contra 34,06% do atual governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB).

“Seguindo algumas orientações tanto da Nacional, quanto a vontade política, o compromisso de investimento e crescimento do interior. Colatina é importante, é referência em saúde para 32 municípios e escutando as urnas, a vontade popular”, justificou o prefeito.

Nacionalmente, o partido é comandado por Gilberto Kassab e, no Estado, tem como uma de suas principais lideranças o ex-governador Paulo Hartung, que na pré-campanha declarou apoio a Pazolini, mas ficou de fora durante o primeiro turno.

Segundo Renzo, Hartung não participou da decisão partidária de apoiar Pazolini.

Também foi colocada na mesa, durante a conversa, a continuidade e a retomada de obras do governo do Estado no município.

Indicação para o governo?

Questionado se entrou no acordo a possibilidade do PSD fazer parte de um eventual governo de Pazolini, com a indicação de Lívia ou de outro quadro, Renzo disse que o assunto não foi abordado. Ele, porém, não descartou que o partido possa integrar a gestão, caso o candidato seja eleito.

“Não entrou na conversa sobre fazer parte do governo, porque aí não é construção, é imposição. Mas estamos sim abertos a essa possibilidade, com certeza o PSD teria interesse em fazer parte de um eventual governo de Pazolini”, admitiu Renzo, sem contudo, antecipar nomes.

Quanto ao apoio, Renzo disse que será “completo”. Afirmou que irá pedir votos e andar com Pazolini principalmente no Noroeste do Estado.



FONTE: Folha Vitória


Descubra mais sobre Pauta Capixaba

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.